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Acervo
Caso
GM
revela
que as empresas têm dificuldade em lidar com o gerenciamento
legalmente eficaz das informações
O
e-mail é um método muito conveniente de comunicação que quase
instantaneamente entrega mensagens entre computadores através de
uma rede. Cada vez menos a correspondência de papel é utilizada
para transmitir documentos e outras informações, sejam elas
importantes ou não. Na mesma proporção na qual as empresas
aumentam sua produtividade e rentabilidade reduzindo o tempo e
dinheiro gasto em correspondência, revela-se a falta de atenção
para qual é a informação, quem tem acesso a ela e a quem tal
informação está sendo transmitida.
A possibilidade no abuso do e-mail e da Internet no ambiente
corporativo é grande. Sem se falar no fato de que os trabalhadores
com acesso on-line possam passar horas em buscas na Internet por
sites não relacionados ao trabalho, ou enviando e-mail de caráter
pessoal, causando às vezes, ao contrário do aumento da
produtividade, a redução dela, deve-se ter grande preocupação
com todo o amplo espectro da responsabilidade civil e criminal que
podem advir desses atos e que atingem diretamente a empresa, a própria
pessoa jurídica, seus sócios e acionistas.
Muito embora as empresas possuam sistemas de segurança - firewalls,
por exemplo - que objetivam bloquear acessos não autorizados, o
controle nunca alcança o conteúdo da informação e por isso nunca
poderá valorá-la, e, ademais, como sabido pelos próprios experts
em tecnologia, não há sistema inexpugnável ou 100% seguro. Por
estas razões‚ é importante que os empregados tenham a ciência
de que devem salvaguardar toda a informação que eles tenham
acesso, e, de outra parte, evitar ao máximo armazenar ou enviar
dados críticos nos sistemas da empresa. Por sua vez, a Empresa também
deve estar atenta que mensagens impróprias, de conteúdo racista,
pornográfico, sexualmente discriminatória ou ainda, arquivos gráficos
baixados da Internet, podem conduzir a ações judiciais se algum
destinatário se sinta ofendido, mesmo que tal conteúdo tenha
chegado até a caixa de entrada de seu e-mail por engano.
Muitas empresas possuem política e normas que regulam o uso de
e-mail e da Internet. Também muitas empresas têm devassado os
e-mails de seus funcionários, inclusive mediante software específicos,
sem saber, entretanto, se tal prática é ou não permita por lei. Não
obstante estes procedimentos proporcionem um bom ponto de partida
para a prevenção da responsabilidade civil, eles necessitam ser
muito bem avaliados para, somente assim, atingirem seus objetivos
assegurando à empresa, seus sócios e dirigentes, um alto grau de
segurança jurídica.
Um trabalho consistente em estudo físico e lógico dos sistemas
computacionais da empresa, documentos já existentes que disciplinem
o comportamento dos funcionários (regulamento interno, circulares,
etc.), conhecimento dos costumes e "engenharia social",
possibilitará a elaboração de relatórios e parecer que revelarão
como a empresa lida com a informação eletrônica dentro dos seus
sistemas e como ela interage com sistemas externos, de correio eletrônico
e Internet. Aspectos relativos a Privacidade e Confidencialidade
devem sempre ser levados em conta em face da legislação, doutrina
e jurisprudência, principalmente estrangeiras. Também, a eventual
aplicabilidade de programas de monitoramento de e-mail e navegação
na Internet devem sempre serem avliados dentro do contexto
específico.
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